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Saiba o que esperar do verão 2023 em Salvador; estação mais quente do ano começa nesta quarta-feira


Para muita gente, chegou o momento de curtir dias de sol e calor à beira-mar. Entretanto, desta vez a época será marcada por muitas pancadas de chuva. Praia de Itapuã em Salvador Arquivo pessoal A estação do ano mais esperada pela maioria dos baianos chega pontualmente às 18h48 desta quarta-feira, 21 de dezembro de 2022. É verão no Hemisfério Sul, época caracterizada por dias mais longos e noites mais curtas. Chegou o momento de curtir o calor e a brisa do mar na capital e em outras cidades no litoral da Bahia. A estação do ano mais esperada pela maior parte dos baianos começa pontualmente às 18h48 desta quarta-feira, 21 de dezembro de 2022. É verão no Hemisfério Sul e, para muita gente, chegou o momento de curtir dias de sol e calor à beira-mar. Feriados prolongados de 2023: veja dicas para programar viagens de até 4 dias Entretanto, desta vez a fase será marcada por muitas pancadas de chuva, em decorrência das altas temperaturas e de sistemas específicos, por isso as programações exigem mais cuidado e antecedência - há tempo suficiente, pois a estação segue até as 18h24 do dia 20 de março do ano que vem. O g1 conversou com Giuliano Carlos do Nascimento, meteorologista da Defesa Civil de Salvador, para saber o que os soteropolitanos e visitantes podem esperar da estação na cidade. Setur estima que 6,2 milhões de turistas vão passar pela Bahia na alta temporada Guia de praias: saiba quais os melhores pontos da orla de Salvador para diversas atividades no verão Especialistas falam sobre cuidados com a saúde durante o verão Conforme o especialista, o início do verão em Salvador é marcado pelo sistema meteorológico chamado vórtice ciclone de altos níveis (Vcan) que chegou na terça-feira (20) e poderá deixar o céu carregado, pelo menos, até sexta (23), o que deverá ocasionar chuvas. Giuliano Carlos do Nascimento, meteorologista da Codesal Arquivo pessoal O Vcan ocorre nos altos níveis da troposfera sobre o Nordeste, a mais de 9.000 metros de altitude e é caracterizado pela dualidade: provoca chuvas e tempo seco ao mesmo tempo, nas extremidades e na área central da região, respectivamente. Em geral, o sistema é mais frequente no mês de janeiro e costuma durar entre 4 a 11 dias sobre o oceano Atlântico. “Ele [o Vcan] fica a mais de 10 quilômetros da costa, e a depender das condições atmosféricas, os ventos giram no sentido horário, pegam o calor dos altos níveis e jogam para a superfície, causando chuvas mais intensas”, explicou Giuliano. Outros fenômenos Entardecer em dia de céu nublado na Avenida Contorno, em Salvador Valma Silva/g1 Quando o Vcan perder força, Salvador deverá permanecer com céu nublado e pancadas de chuva, por causa de outro sistema: a zona de convergência do atlântico sul, posicionada no extremo sul da Bahia. Conforme Giuliano, até o dia 26, além da capital, outras cidades baianas, situadas na faixa litorânea e na região oeste, poderão ser afetadas. A zona de convergência do atlântico sul consiste em uma faixa extensa de nebulosidade, que se estende desde o sul da Amazônia, passando pelo Centro-Oeste e se prolonga para o Oceano Atlântico, acarretando chuvas que podem ser intensas. A chegada de uma massa de ar quente e seca na próxima semana fará com que o sistema perca força e reduza gradativamente. “A partir disso, aí sim o verão em Salvador começa a ter cara de verão”, complementou o meteorologista, alertando que a chegada de frentes frias e cavados podem alterar esta previsão. Orla da Barra, em Salvador Valma Silva/g1 Segundo Giuliano, apesar do calor, as temperaturas na capital baiana devem ficar entre 24º e 30º durante todo o verão, assim como nos anos anteriores, sem previsão de alteração. Além disso, o índice pluviométrico também deverá ser o mesmo esperado dentro da média histórica, variando de 85 a 110 milímetros nos meses de janeiro de fevereiro, tendendo a aumentar ao fim da estação, quando chegam “as águas de março, fechando o verão”. O meteorologista acrescenta, ainda, outro fator que deverá interferir na incidência de chuvas durante o verão na capital baiana: a presença do fenômeno La Niña , que segue na Bahia até o final da estação. “O La Niña deverá também causar algumas pancadas de chuva durante todo esse tempo, até março, mas nada muito forte, porque está em um estado de neutralidade”, afirma. Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.

Este artigo g1 > Turismo e Viagem foi publicado em https://g1.globo.com/ba/bahia/verao/noticia/2022/12/21/saiba-o-que-esperar-do-verao-2023-em-salvador-estacao-mais-quente-do-ano-comeca-nesta-quarta-feira.ghtml

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