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Preço das passagens aéreas dificulta retomada do turismo após o pico da pandemia

Segundo o IBGE, o valor das tarifas subiu 88% nos últimos 12 meses. Especialistas afirmam que a queda de 41% nas viagens durante a pandemia e a alta do preço do querosene de aviação explicam o aumento. Preço das passagens aéreas dificulta retomada do turismo após o pico da pandemia Depois de dois anos de pandemia, o turismo está voltando a aquecer no Brasil, mas o preço alto das passagens aéreas ainda é uma barreira para muita gente. Bahia tem 2ª maior receita do país com turismo doméstico; atividade gerou R$ 1,1 bilhão em 2021 Carminha está de malas prontas para ir para bem longe. Ela é pedagoga, mas está desempregada há quatroanos. Conseguiu emprego no Amazonas e pode ser chamada a qualquer momento. O problema é o preço da passagem de avião do Rio até Manaus. A cada pesquisa, fica mais cara. “Eu estou pesquisando já tem uns 15 dias e sempre as passagens estão aumentando. Eu já encontrei passagem daqui para Manaus até de R$ 2,5 mil”, conta Maria do Carmo Sousa Aquino. Não é absurdo só para Carminha. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as passagens aéreas subiram 88% nos últimos 12 meses. Ficou difícil para o consumidor embarcar nessa viagem. “Está um absurdo a passagem de avião de São Paulo para o Rio custa R$ 1,8 mil”, reclama o engenheiro José Gentil do Amaral Sampaio. “De São Paulo a Brasília em média R$ 800 só a ida. Somente a ida. Um absurdo isso. Eu pagava esse valor como ida e volta”, relembra a atriz Guta Moura. Segundo especialistas, as viagens, que caíram 41% durante a pandemia, e a alta do preço do querosene de aviação explicam a tarifa. “As companhias aéreas estavam em uma situação de até, em certa forma, de recuperação aos níveis pré-pandêmicos, e aí veio a guerra na Ucrânia e houve uma parada nesse crescimento. Lógico que as companhias aéreas vão tentar solucionar isso de uma maneira, talvez, aproveitando essa forma hoje de aumento. É inevitável o repasse do preço do combustível, elas não têm como fazer mágica”, diz Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes. Se tem viagem que não dá para deixar de fazer e se tem passagem de avião que o bolso não comporta, o jeito, então, é fazer adaptações para não estourar o orçamento. E é aí que tem entrado o ônibus. “Depois desses dois anos que a gente esteve parado, a gente teve um aquecimento muito grande de viagens dentro das regiões e de carro em locais próximos e, ao mesmo tempo, uma reorganização da cadeia produtiva do turismo. Tanto na aviação, quanto no setor de hospedagem”, aponta Jeanine Pires, vice-presidente da Oner Travel. Uma operadora de turismo leva o passageiro para todos os lugares do mundo. Para facilitar a vida de quem gosta ou precisa de viajar, aumentou o parcelamento das passagens e as opções para quem não pode voar. “O parcelamento em 24 vezes, que é uma medida que viabiliza bastante no bolso do cliente, porque ele pode escolher o destino e aquela parcela que cabe no seu bolso sem comprometer o seu orçamento, e também o incremento das viagens rodoviárias, que tem aumentado bastante, um aumento de 200% mais ou menos em comparação a 2019”, explica Gabriele Melo, gerente de agência de turismo. É assim que a Carminha pretende chegar a Manaus. Já decidiu que pelo menos uma parte da viagem ela vai fazer de ônibus. “Eu encontrei passagens de ônibus mais em conta do Rio de Janeiro a Brasília. Encontrei até de R$ 150. E de Brasília para Manaus, de avião, até R$ 700. Vou esperar até o final do mês. Espero que dê uma queda”, afirma.

Este artigo g1 > Turismo e Viagem foi publicado em https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2022/07/06/preco-das-passagens-aereas-dificulta-retomada-do-turismo-apos-o-pico-da-pandemia.ghtml



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