Pular para o conteúdo principal

Caos nos aeroportos: entenda o que está causando dias de espera para voos na Europa


Há registros de atrasos e cancelamentos em Lisboa, Paris, Madri, Londres, Amsterdã e Alemanha. Estados Unidos também estão sendo afetados. Brasileiro relatou ficar 6 dias com a mesma cueca em aeroporto de Lisboa. O painel eletrônico de chegada exibe voos cancelados na Southwest Airlines de Nashville e Portland para viajantes no Aeroporto Internacional de Denver, Estados Unidos. ASSOCIATED PRESS Aeroportos pela Europa e nos Estados Unidos têm registrado atrasos, cancelamentos e diversos transtornos para os passageiros, que aguardam dias para conseguir embarcar. A situação, que começou com greves entre trabalhadores das companhias aéreas no final de julho, coincide com as férias de verão na região, uma alta temporada para viajar. Em Portugal, no último sábado (2), o humorista brasileiro Abdías Melo viralizou ao ironizar a longa espera pelo seu voo, dizendo que estava havia 6 dias sem trocar de cueca. “Eu não tomei banho, tô fedendo. Um absurdo. Meu sovaco está fedendo. E eles não fazem nada. Simplesmente falam assim: ‘vamos resolver’. Aí, botam um voo, dá o cartão de embarque, cancela. Eu só consigo fazer cocô em casa. Eu tô preso, sem fazer cocô”, contou. De acordo com a mídia portuguesa, no sábado, 65 voos foram cancelados no aeroporto de Lisboa. Na terça-feira (5), o número caiu para cerca de 30 voos. Além disso, Paris, Madri, Londres, Amsterdã, Alemanha e até os Estados Unidos, na América, também estão enfrentando o mesmo problema, diz o diretor do Fundação Getúlio Vargas (FGV) Transportes, Marcus Quintella. Leia também: Voo atrasado ou cancelado: veja quais os direitos do passageiro Compras no exterior: saiba quando é preciso pagar imposto e como fazer Despreparo para a retomada Existem alguns motivos que levaram ao cenário narrado por Melo, aponta Quintella: retomada das viagens após a paralização da pandemia, que, agora em julho, é impulsionada pelas férias de verão na região; demissão dos profissionais qualificados devido à baixa demanda na pandemia, com lenta recontratação; alta de casos de doenças respiratórias, seja pela própria Covid-19 ou pela gripe, durante o inverno europeu, o que diminuiu a quantidade de funcionários operando; insatisfação da tripulação com alta carga de trabalho, causando as greves por melhores condições e salários mais vantajosos. O especialista relata que a expectativa para total retomada do setor era apenas em 2024 e não agora, por isso a falta de preparação. O próprio filho de Quintella foi um dos passageiros que viveram esse problema. Ele voltou de Londres para o Brasil nesta terça-feira (5) após um atraso de cerca de 8 horas do seu voo. MAIOR ESFERA DO MUNDO: construção será inaugurada em Las Vegas para shows e eventos Vou para a Europa, e agora? Não há uma previsão de quando o problema será resolvido, diz Quintella. A tendência é que as companhias aéreas entrem em um acordo com os seus contratados, pois a greve é mais custosa para elas, afirma. As empresas têm que, por exemplo, pagar vouchers de alimentação, dependendo do tempo de espera do passageiro em caso de adiamento, e indenizações que podem ser solicitadas. Até lá, é importante ir para o aeroporto preparado para horas de espera e para um possível cancelamento do voo. Vale pesquisar hotéis próximos e entender como que eles estão de vagas. Você pode precisar se hospedar. A família que viajou pelo mundo durante 22 anos em um carro de 1928 Os tripulantes da companhia aérea anunciaram outros 12 dias de greve ao longo do mês de julho na Espanha, no verão europeu REUTERS/Jon Nazca Atrasos e cancelamentos Espanha Greves dos tripulantes das companhias aéreas Ryanair e EasyJet começaram em 24 de junho e na sexta-feira (1), respectivamente. Nos seis dias anteriores à greve, mais de 1,2 mil voos foram atrasados ou cancelados. O sindicato Union Sindical Obrera (USO) afirmou ainda que os funcionários da Ryanair planejaram paralisações em três períodos de quatro dias: de 12 a 15 de julho, de 18 a 21 de julho e de 25 a 28 de julho nos dez aeroportos espanhóis em que a empresa irlandesa opera. França Dezenas de voos foram cancelados no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, onde os bombeiros estão em greve desde quinta-feira (30). As autoridades tiveram de reduzir, por prevenção, o número de pistas, o que afetou 20% dos voos que têm Paris como origem ou destino. Segundo sites de notícias locais, os trabalhadores devem continuar a greve entre 8 e 10 de julho. Inglaterra A British Airways disse que vai cancelar 10.300 voos até outubro por falta de funcionários. Devido à pandemia, a empresa cortou cerca de 10 mil vagas. Foi reduzido em 13% seu programa de voos para o verão. Antes da retração, a companhia operava cerca de 850 voos por dia, informa a agência de notícias France Presse. Holanda No final de junho, a Holanda anunciou que irá limitar o número de voos no aeroporto Schiphol de Amsterdã a 440.000, frente à capacidade de 500.000 anterior à pandemia, segundo a France Presse. Alemanha Por causa dos longos períodos de espera dos passageiros, a companhia Fraport já recontratou quase mil novos funcionários de serviços terrestres depois de cortar cerca de 4.000 durante a pandemia, disse a agência de notícias Reuters, nesta quarta-feira (6). Ainda assim, a expectativa da empresa é de que as interrupções devido à falta de trabalhadores continuem pelos próximos dois ou três meses. Estados Unidos No primeiro feriadão do país desde o fim das restrições da pandemia, o da Independência, em 4 de julho, algumas empresas registram atrasos em quase um terço dos voos. Cerca de 50% a mais do que a média de outros meses. Vai chegar ao Brasil? Apesar de os atrasos dos voos serem um problema em crescimento, não há indícios de que o Brasil vá passar pela mesma situação, aponta o diretor da FGV Transportes, Quintella. Ele explica que o setor no Brasil é bem diferente do da Europa, tendo uma movimentação menor. O país também teve menos demissões durante a pandemia na comparação com as companhias aéreas internacionais, não sofrendo tanto assim com a falta de pessoal atualmente. Nos Estados Unidos, por exemplo, o mercado é mais parecido. Ainda assim, ele explica que os cancelamentos e adiamentos dos voos estão mais controlados no país do que na Europa. Oferta de voos nacionais supera período pré-pandemia pela 1ª vez, diz Anac Novo modelo de passaporte, confira: Veja como é o novo modelo de passaporte Dicas para mulheres: Vai viajar sozinha? Mulheres dão dicas Veja como tirar o passaporte: Veja como tirar o passaporte

Este artigo g1 > Turismo e Viagem foi publicado em https://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2022/07/07/caos-nos-aeroportos-entenda-o-que-esta-causando-dias-de-espera-para-voos-na-europa.ghtml

Via RSS publicado em https://vitorolig.tumblr.com/post/689112426403201024

Postagens mais visitadas deste blog

Duke Kahanamoku reflects on surfing, Olympics, and old Hawaii in 1966 interview

Duke Kahanamoku is the most influential surfer of all time and is often hailed as the father of modern surfing. There is nearly no one questioning these titles. Recently, Public Broadcasting Service (PBS) Hawaii unveiled a never-before-seen interview with the legendary surfer and Olympic swimmer. In the 1966 episode of Pau Hana Years, a seminal Hawaii television program that aired on KHET-TV (now PBS Hawaii) for 16 years, running from 1966 until 1982, Bob Barker chats with Duke Kahanamoku, then 76. The conversation drifts from royal ancestry to Olympic lanes, from Hollywood sets to a surfboard shaped by hand, tracing the outline of a life that helped define modern surfing and Hawaii's public image in the 20th century. And if you know little about the man who dreamed of getting surfing into the Olympic Games, this is a precious piece of history. A name with history, worn casually The interview starts with Kahanamoku explaining that "Duke" is not a title but his giv...

The hydrodynamics of surfboard fins

Have you ever wondered why a surfboard fin looks like that? It is a single or a set of fixed blades or keels located under a board, near the tail, often no bigger than a hand. Yet that small surface is where much of the surfboard's behavior takes place. Speed, hold, looseness, and the feeling of control all trace back to how water moves around fins. The physics of surfboard fins falls under hydrodynamics, the study of how fluids behave in motion. So, according to science, they feature a shape designed to turn flowing water into several forces. Let's take a look at what's at stake when fins and water interact. Lift and the feeling of control One of the key variables in hydrodynamic terms involving surfboard fins is lift. When a surfer leans into a turn, the board tilts and the fins meet the water at an angle. The angle is enough to create a pressure difference between the two sides of the fin. Water speeds up on one side and slows on the other. The result is a sidewa...

How paddleboarding transforms your body and mind

Adventure is on our doorstep. With so many different bodies of water available to paddleboarders, from city canals to coastal routes, we can find adventure in places much closer to home than people might initially expect. According to the Canal and River Trust, 50 percent of people in England and Wales live within just eight kilometers of a canal or river, and eight million people live less than one kilometer away. I had lived within just a few kilometers of the Leeds and Liverpool Canal for years and never really explored it before stand-up paddleboarding (SUP) came into my life . The challenge created both a new perspective and a deeper love for where I lived and the areas which I passed through. On my coast-to-coast journey, I slept in my own bed for two nights as the route passed through my then hometown of Skipton, yet I felt I was on a grand journey of discovery. We are braver, stronger, and more resilient than we think. SUP not only helps us feel more connected to our va...