Pular para o conteúdo principal

Brasil tem 8 praias oficiais de nudismo: 'Sensação de liberdade', diz frequentadora


Comunidade naturista diz que prática busca incentivar respeito ao próximo, reconexão com a natureza e com conhecimentos ancestrais. Veja mapa das praias e saiba suas principais regras Federação estima que cerca de 300 mil pessoas são adeptas do naturismo no Brasil Gabriel Barreira / G1 Alvo de polêmica recente por conta de um projeto de lei que pede sua proibição na Praia do Pinho, em Santa Catarina, a prática do nudismo conta com oito praias no Brasil. Esses espaços são reconhecidos oficialmente pelos municípios e pela Federação Brasileira de Naturismo (FBrN), que estabelece uma série de regras de comportamentos para os visitantes. Entre as principais faltas nessas praias, consideradas graves pela comunidade, estão: A prática de sexo ou atos relacionados nas áreas públicas A violência física Porte ou uso de drogas tóxicas ilegais A federação ainda classifica alguns atos menos graves como comportamento inadequado: Tirar fotos sem permissão dos outros Usar roupas durante os horários definidos de nudismo Propostas inconvenientes com conotação sexual Também é mal-visto o uso sem proteção higiênica dos assentos compartilhados dessas áreas. Por isso, as cangas são um dos (únicos) trajes típicos nos encontros naturistas, pela facilidade e praticidade de proteger as partes íntimas nos espaços onde se senta ou se deita. Conheça as oito praias oficiais de nudismo no Brasil Não cumprir alguma das regras estabelecidas pode gerar advertências e até a expulsão das pessoas do movimento naturista. Filosofia de vida “É um modo de vida que, em harmonia com a natureza, está caracterizado pela prática da nudez social, a qual tem a intenção de melhorar o autorrespeito, o respeito pelo próximo e pelo meio ambiente através de nossas constantes ações”, explica a presidente da FBrN, Paula Spnat. A busca espiritual, educação ambiental, conhecimentos ancestrais e prática de esportes são outros princípios do naturismo, que também engloba o nudismo. Spnat estima que 300 mil pessoas aderem à prática no Brasil e 90 milhões no mundo. A filosofia atrai um público diverso, com famílias, jovens e idosos entre os participantes. O g1 conversou com alguns deles, que relatam diversos motivos que os levaram a entrar e a gostar do nudismo. “É como se você voltasse à sua infância, como se você tivesse vários amigos ali. Sabe quando a gente era criança? Todo mundo tomava banho junto, comia junto e brincava ali pelado, conversava e não dava importância para a roupa”, descreve a aposentada Marcia Silveira, de 59 anos. Ela admite ter sentido vergonha nos primeiros encontros com naturistas, mas não resistiu quando conheceu a Praia de Barra Seca (ES): “Eu ainda não ficava totalmente à vontade, sempre tinha uma canguinha pendurada. Mas na praia parece que foi feito para ficar nu.” Marcia já pratica o naturismo há quatro anos. A aposentada Adriana Almada, 52, se apaixonou pelo movimento em 2013 quando conheceu a Praia de Tambaba (PB). Desde então, já foi a sete das oito praias oficiais do Brasil. “Os primeiros cinco minutos foram estranhos, mas logo tudo passou. A sensação de liberdade, do sol, vento e principalmente da água em contato com o corpo sem o biquíni apertando é indescritível e única”, relembra sobre o momento em que tomou coragem para tirar a roupa. “O que mais me encantou foi a simplicidade e a quebra do paradigma do corpo perfeito. Todos os corpos são perfeitos, com suas cicatrizes, estrias, etc.“ Adriana Almada na praia de Massarandupió, na Bahia Arquivo Pessoal "Quem pensa que numa praia de nudismo só vai encontrar modelos está muito enganado e este é um dos grandes benefícios. A pessoa passa a se sentir parte da natureza, pela simplicidade de estar nu e pelo respeito com que é tratada”, completa a aposentada. Já a empresária Susan Galz, 33, não teve dificuldades com a adaptação. Ela é frequentadora da Praia do Pinho, em Santa Catarina, desde que estava na barriga da mãe grávida. A inspiração para a família veio do avô, que sempre teve a curiosidade de conhecer a cultura naturista. "Ele faleceu muito novo e não teve a oportunidade de conhecer, mas meu pai meio que pegou esse sonho dele e quis sonhar e viver por ele”, relembra. Preconceito Em comum, os naturistas reclamam do preconceito e das pessoas que se dizem parte do movimento e desrespeitam as regras internas. Eles relatam que muitos novatos e turistas entendem a prática como uma liberação ao sexo em áreas públicas, o que é repudiado pela comunidade. “Claro que tirar a roupa em uma praia não naturista pode provocar críticas ou reclamações, mas os naturistas não fazem isso justamente para preservar a filosofia”, pontua o jornalista Gildo Mazza, de 66, que já passou pela Praia do Pinho e planeja conhecer todos os outros pontos naturistas do Brasil. A aposentada Marcia Silveira e o jornalista Gildo Mazza, nas praias de Barra Seca e Pinho, respectivamente Arquivo Pessoal/ Montagem g1 Histórico Também por conta disso, essa população sofre com perseguições e pedidos de proibição desde quando o movimento tentava se estabelecer informalmente pelas praias brasileiras. Em 1986, alguns meses antes da Praia do Pinho ser reconhecida oficialmente como a primeira do país, a Polícia Militar fez uma operação que prendeu 25 naturistas da área. Foi nessa região em que o naturismo brasileiro começou a tomar forma como um se organizar em uma federação. A costa também é a mesma que agora é alvo do pedido de proibição por um projeto de lei do vereador Anderson dos Santos (Podemos). Na justificativa do projeto, ele alega que a praia se tornou um espaço de promiscuidade e uso exacerbado de drogas. A associação naturista da área nega. Quem é responsável Apesar dos espaços serem reconhecidos por leis municipais, o advogado Yuri Carneiro Coelho, doutor em direito penal, explica que essa responsabilidade em tese depende de normas federais. “As praias são zonas de Marinha, na verdade são territórios da União. Então, se não houver autorização para utilização daquele bem comum do povo de uma forma específica, nem o município nem o estado tem a possibilidade de limitar o acesso da população”, explica. Atualmente, um projeto de lei federal tramita no Senado para possibilitar às prefeituras e aos governos estaduais concederem licenças para a prática do naturismo. Naturismo no Brasil pode alavancar turismo em algumas regiões

Este artigo g1 > Turismo e Viagem foi publicado em https://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2022/07/31/brasil-tem-8-praias-oficiais-de-nudismo-sensacao-de-liberdade-diz-frequentadora.ghtml

Via RSS publicado em https://vitorolig.tumblr.com/post/691294268153790464

Postagens mais visitadas deste blog

Duke Kahanamoku reflects on surfing, Olympics, and old Hawaii in 1966 interview

Duke Kahanamoku is the most influential surfer of all time and is often hailed as the father of modern surfing. There is nearly no one questioning these titles. Recently, Public Broadcasting Service (PBS) Hawaii unveiled a never-before-seen interview with the legendary surfer and Olympic swimmer. In the 1966 episode of Pau Hana Years, a seminal Hawaii television program that aired on KHET-TV (now PBS Hawaii) for 16 years, running from 1966 until 1982, Bob Barker chats with Duke Kahanamoku, then 76. The conversation drifts from royal ancestry to Olympic lanes, from Hollywood sets to a surfboard shaped by hand, tracing the outline of a life that helped define modern surfing and Hawaii's public image in the 20th century. And if you know little about the man who dreamed of getting surfing into the Olympic Games, this is a precious piece of history. A name with history, worn casually The interview starts with Kahanamoku explaining that "Duke" is not a title but his giv...

The hydrodynamics of surfboard fins

Have you ever wondered why a surfboard fin looks like that? It is a single or a set of fixed blades or keels located under a board, near the tail, often no bigger than a hand. Yet that small surface is where much of the surfboard's behavior takes place. Speed, hold, looseness, and the feeling of control all trace back to how water moves around fins. The physics of surfboard fins falls under hydrodynamics, the study of how fluids behave in motion. So, according to science, they feature a shape designed to turn flowing water into several forces. Let's take a look at what's at stake when fins and water interact. Lift and the feeling of control One of the key variables in hydrodynamic terms involving surfboard fins is lift. When a surfer leans into a turn, the board tilts and the fins meet the water at an angle. The angle is enough to create a pressure difference between the two sides of the fin. Water speeds up on one side and slows on the other. The result is a sidewa...

How paddleboarding transforms your body and mind

Adventure is on our doorstep. With so many different bodies of water available to paddleboarders, from city canals to coastal routes, we can find adventure in places much closer to home than people might initially expect. According to the Canal and River Trust, 50 percent of people in England and Wales live within just eight kilometers of a canal or river, and eight million people live less than one kilometer away. I had lived within just a few kilometers of the Leeds and Liverpool Canal for years and never really explored it before stand-up paddleboarding (SUP) came into my life . The challenge created both a new perspective and a deeper love for where I lived and the areas which I passed through. On my coast-to-coast journey, I slept in my own bed for two nights as the route passed through my then hometown of Skipton, yet I felt I was on a grand journey of discovery. We are braver, stronger, and more resilient than we think. SUP not only helps us feel more connected to our va...