A Agência Espacial Europeia descobriu a existência de um dos mais quentes e extremos exoplanetas, ou planetas extrassolares – isto é, que orbitam em torno de uma estrela diferente do Sol – conhecidos até o momento: o WASP-189 b.
A descoberta, divulgada nesta segunda-feira (28), está entre os primeiros resultados da Cheops (sigla para Characterizing exoplanet satellite – em português, Satélite caracterizador de exoplanetas), que tem como missão caracterizar exoplanetas ao redor de estrelas próximas.
Segundo a agência espacial, o WASP-189 b é considerado um “Júpiter quente”. Isso porque o planeta é composto de gáses assim como Júpiter, mas tem uma órbita muito próxima de sua estrela – cerca de 20 vezes mais perto do que a Terra está do Sol –, levando a atingir temperaturas de até 3.200º C, capazes de derreter metais, como ferro, e transformá-los em gás.
Os cientistas observaram também que a estrela na qual o exoplaneta orbita tem um brilho azulado, é maior do que o Sol e também cerca de 2 mil graus mais quente. Além disso, o corpo celeste tem um formato peculiar.
“Notamos algo interessante na sua estrela, que não é perfeitamente redonda, mas mais larga e menos quente no seu equador do que nos polos, o que os torna mais brilhantes”, afirmou a astrofísica Monika Lendi, da Universidade de Genebra, em comunicado.
A esperança é que estudar este sistema extremo com suas órbitas inclinadas, giro agitado e relacionamento superaquecido ajude os pesquisadores a entender melhor “Júpiteres quentes” e outros exoplanetas, levando-os a novos insights sobre o planeta Terra e seu papel no universo maior.
*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques
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