Pular para o conteúdo principal

O grande risco da mentalidade fixa nas empresas

Imagem: Freepik
Imagem: Freepik Programa Inova 360

Por Marcio Bueno

Pessoas de mentalidade fixa me dão preguiça…

Me disseram que é porque eu fiz 50 anos e a essa idade vamos ficando mais criteriosos.

No meu caso não é verdade, eu nunca gostei de pessoas assim, só não sabia por quê.

Pessoas que tem o não como resposta padrão.

Pessoas que consideram que “o mundo é assim”.

Pessoas que consideram idade sinônimo de sabedoria.

Pessoas que dizem “já vi esse filme”.

Pessoas que tem como filosofia de vida a Lei de Gerson.

E sobretudo, pessoas que tomam decisões baseadas somente em crenças e não em fatos.

As crenças fazem parte do processo de tomada de decisão, e provavelmente seja inevitável, porém não devem nunca ser único elemento a ser considerado, nem o mais importante.

Imaginem a seguinte situação, um desconhecido, através do amigo de um amigo, convida a duas pessoas, João e José, para um evento corporativo, e fala que haverá pessoas interessantes, boa troca de experiência, comida e bebida farta, ambiente seleto e agradável.

João tem mentalidade de crescimento, e enxerga imediatamente uma possível oportunidade de se relacionar com um grupo de profissionais qualificados, de ter um momento agradável, de construir uma rede de relacionamento saudável, e quem sabe até gerar oportunidades de negócio.

João mentaliza a oportunidade e a partir dela, busca a validação.

Pergunta quem estará na festa, quem já esteve nas festas anteriores e quais foram os resultados.

Se as respostas forem satisfatórias, confirma presença no evento.

No outro lado da mesa, José, uma pessoa com mentalidade fixa, imediatamente toma a decisão de não ir. Devido sua grande experiência de vida e baseado nos seguintes critérios.

Ninguém convida ninguém a um evento tão bom assim sem segundas ou terceiras intenções. Não existe almoço grátis e sabe Deus o que querem de mim.

Além do mais, esta pessoa que está me convidando quem ela pensa que é para me fazer um convite? Eu nem sei quem ela é, e se não a conheço é porque provavelmente ela não seja importante.

Mas como o amigo do amigo, insistiu tanto em que ela avaliasse o convite, José decide investigar quem é a pessoa que a convidou. Não com a intenção de validar o convite e sim de demonstrar que ele estava certo, e que o convite era suspeito.

São duas formas completamente diferentes de enxergar a mesma situação.

Em qual perfil você se encaixa?

Qual tipo de mentalidade é a sua? Fixa ou de crescimento?

O conceito de mentalidade de crescimento e de mentalidade fixa são descritos no livro Mindset de Carol Dweck, que recomendo a leitura.

Voltando ao nosso exemplo, é importante dizer que, seria ingênuo e inclusive irresponsável ir ao evento sem checar as referencias de quem convida e de quem já participou.

Mas a enorme diferença entre João e José, é que João valida as informações para tentar viabilizar a oportunidade e José para justificar que suas crenças e sua recusa estavam certas.

O mercado está cheio de “eventos”, todos os dias passamos na porta deles, somos convidados a entrar em alguns em outros podemos pedir para entrar.

Mas para isso, precisamos ter mentalidade de crescimento, ver e buscar as oportunidades, tentar entender o motivo e a razão das coisas, estar abertos a novas possibilidades e principalmente entender que o mundo mudou.

Você já pensou quantas oportunidades a sua empresa deixa escapar todos os dias por ter colaboradores como o José?

Um profissional com mentalidade de crescimento é um tesouro para a sua empresa.

Um profissional com mentalidade fixa é um lastre.

A boa notícia é que é possível ajudar às pessoas a mudarem de mentalidade fixa à de crescimento.

Existem infinidade de motivos para que uma pessoa tenha uma mentalidade fixa, e, portanto, não cabe a mim julga-la por isso.

Muito pelo contrário, me sinto no dever moral de ajuda-la a enxergar o mundo de outra forma.

Porém, aos meus 50 anos, considero que ganhei o direito de convida à minha festa e meu convívio somente pessoas com mentalidade de crescimento.

E sua empresa deveria fazer o mesmo.

Contratar somente pessoas com mentalidade de crescimento e aos que tem mentalidade fixa que querem e aceitam mudar.

Aos medíocres que consideram que sabem tudo, para o bem da sua empresa e de sua saúde mental, mantenha-lhes a uma distância prudencial de 3 a 4 anos luz…

Marcio Bueno assina a coluna “Tecno-Humanização”, no Inova360, parceiro do portal R7, e apresenta um quadro sobre o tema no programa de TV Inova360, na Record News. É Tecno-Humanista, fundador da BE&SK e criador do conceito de Tecno-Humanização.

e-mail  e Linkedin

 



Este texto foi publicado primeiro em http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/programa-inova-360/o-grande-risco-da-mentalidade-fixa-nas-empresas-08092020

Via RSS publicado em https://vitorolig.tumblr.com/post/628736938083581952

Postagens mais visitadas deste blog

Duke Kahanamoku reflects on surfing, Olympics, and old Hawaii in 1966 interview

Duke Kahanamoku is the most influential surfer of all time and is often hailed as the father of modern surfing. There is nearly no one questioning these titles. Recently, Public Broadcasting Service (PBS) Hawaii unveiled a never-before-seen interview with the legendary surfer and Olympic swimmer. In the 1966 episode of Pau Hana Years, a seminal Hawaii television program that aired on KHET-TV (now PBS Hawaii) for 16 years, running from 1966 until 1982, Bob Barker chats with Duke Kahanamoku, then 76. The conversation drifts from royal ancestry to Olympic lanes, from Hollywood sets to a surfboard shaped by hand, tracing the outline of a life that helped define modern surfing and Hawaii's public image in the 20th century. And if you know little about the man who dreamed of getting surfing into the Olympic Games, this is a precious piece of history. A name with history, worn casually The interview starts with Kahanamoku explaining that "Duke" is not a title but his giv...

The hydrodynamics of surfboard fins

Have you ever wondered why a surfboard fin looks like that? It is a single or a set of fixed blades or keels located under a board, near the tail, often no bigger than a hand. Yet that small surface is where much of the surfboard's behavior takes place. Speed, hold, looseness, and the feeling of control all trace back to how water moves around fins. The physics of surfboard fins falls under hydrodynamics, the study of how fluids behave in motion. So, according to science, they feature a shape designed to turn flowing water into several forces. Let's take a look at what's at stake when fins and water interact. Lift and the feeling of control One of the key variables in hydrodynamic terms involving surfboard fins is lift. When a surfer leans into a turn, the board tilts and the fins meet the water at an angle. The angle is enough to create a pressure difference between the two sides of the fin. Water speeds up on one side and slows on the other. The result is a sidewa...

How paddleboarding transforms your body and mind

Adventure is on our doorstep. With so many different bodies of water available to paddleboarders, from city canals to coastal routes, we can find adventure in places much closer to home than people might initially expect. According to the Canal and River Trust, 50 percent of people in England and Wales live within just eight kilometers of a canal or river, and eight million people live less than one kilometer away. I had lived within just a few kilometers of the Leeds and Liverpool Canal for years and never really explored it before stand-up paddleboarding (SUP) came into my life . The challenge created both a new perspective and a deeper love for where I lived and the areas which I passed through. On my coast-to-coast journey, I slept in my own bed for two nights as the route passed through my then hometown of Skipton, yet I felt I was on a grand journey of discovery. We are braver, stronger, and more resilient than we think. SUP not only helps us feel more connected to our va...