Popularmente chamada de “cachorro cantor da Nova Guiné [ilha no Sudoeste do Oceano Pacífico]” devido aos seus longos e agudos uivados, a espécie Canis lúpus hallstromi havia sido dada como extinta na natureza em 1950
*Estagiária do R7 sob supervisão de Filipe Siqueira
Um estudo recente, publicado na revista oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, concluiu, no entanto, que o animal está vivo fora dos cativeiros – e ainda habita as montanhas do local
Desde 1996, a espécie vinha sendo estudada pelo pesquisador James McIntyre, presidente da New Guinea Highland Wild Dog Foundation
Em 2012, um guia de ecoturismo avistou e fotografou, pela primeira vez em 62 anos, um cão selvagem incrivelmente semelhante à espécie supostamente extinta
O feito, claro, despertou o interesse de McIntyre, que em 2016 viajou até a ilha oceânica para averiguar os fatos. Durante sua estada em Nova Guiné, o pesquisador capturou 149 fotos de 15 cachorros selvagens
Em 2018, McIntyre retornou ao local, desta vez para coletar o DNA dos animais. A partir da análise do material, foi concluído que os cães selvagens, de fato, pertenciam a linhagem ancestral dos cachorros cantores da Nova Guiné
As pesquisas apontaram que a espécie Canis lúpus hallstromi tinha uma porcentagem consideravelmente alta de genes em comum com os cachorros selvagens que atualmente habitam a nova Guiné: 72%
Acredita-se que a diferença genética de 28% se deva ao cruzamento entre raças ou a um ancestral comum a todos os cães trazidos para a Oceania
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