Pular para o conteúdo principal

Startup cria modelo para rastrear novos casos de covid-19

Startup cria modelo para rastrear novos casos de covid-19
Startup cria modelo para rastrear novos casos de covid-19 Pixabay

De olho na reabertura de empresas e escolas, uma startup incubada no Centro de Inovação do Hospital das Clínicas, o Inova HC, desenvolveu uma plataforma que permite mapear casos do novo coronavírus e evitar surtos, a partir do cruzamento do resultado de testes e monitoramento de sintomas utilizando inteligência artificial. O modelo, que também pode ser implementado em linhas aéreas e centros médicos, deve ter custo de US$ 1 por ano por pessoa e começará a operar com dados reais no próximo mês.

CEO da empresa Blok BioScience na América Latina, Pablo Lobo explica que o projeto começou a ser pensado quando a China registrava 6 mil casos da doença - antes de ela se espalhar para outros países -, por um grupo que já trabalha há dois anos com soluções para problemas globais.

Leia mais: Covid-19 já matou 107.232 pessoas no Brasil; casos somam 3.317.096

“A parte mais importante é a testagem”, diz ele, “porque precisamos identificar quem tem sintomas e quem tem imunidade ou suposta imunidade”.

Ele ressalta que “não é um sistema de proibição ou segregação, mas de segurança”. “Se a pessoa não é imune, tem informação.” Ou seja, sintomáticos devem fazer o teste de RT-PCR, considerado padrão-ouro. Quem não tem sintomas deve ser submetido a testes sorológicos.

Além de fazer os exames, as pessoas terão acesso a um aplicativo o Immunity Passport, que pode ser alimentado com dados sobre sintomas, como febre e tosse. “Ele começa a se comunicar, estimulando a pessoa a contar como se sente, reportar sintomas, medir a temperatura.” E as notificações, ressalta, “são mais invasivas para pessoas assintomáticas”.

Caso apareça um caso confirmado ou suspeito, o sistema envia alertas de risco para os gestores com orientações, relatórios de dados e pontos de infecção por geolocalização.

Veja também: Pandemia deixa passagens aéreas até 60% mais baratas

Para a pessoa, são enviadas orientações personalizadas. A plataforma também tem capacidade de se integrar a aplicativos de rastreamento de contatos.

A carteira de imunidade digital e o sistema de gestão dos dados, explica Lobo, promovem o autocuidado dos funcionários e estudantes “ao oferecer um sistema automatizado, compreensivo e personalizado de registro de sintomas, resultados de testes e integração com aplicativos que mapeiam possíveis contatos com pessoas infectadas”. A proposta não é criar ilhas em que as pessoas saibam que os demais colegas foram testados.

O importante, argumenta, é ter uma base de dados global. Isso vai nortear volta às aulas, trânsito local. Serão feitos testes em escolas, centros médicos, aeroportos, portos e fábricas. O custo por pessoa, sem contar os testes, deve ser de US$ 1 por ano.

Leia ainda: Mundo chega perto dos 21 milhões de casos de infecção por coronavírus

Plataformas

Durante a pandemia, o Inova HC trabalhou no desenvolvimento de plataformas que ajudassem na luta contra a covid, tendo o HC como centro do combate. “Criamos uma plataforma de inteligência artificial onde, em poucos minutos, recebíamos tomografia de tórax do Brasil inteiro. Mais de 50 hospitais aderiram à plataforma”, adianta Lobo.

Por meio do algoritmo, ela fazia um relatório dizendo se o paciente era um caso de coronavírus ou não e qual a extensão da doença. “Ajudamos radiologistas e médicos de todo o País a fazer diagnósticos mais precisos”, conta Giovanni Guido Cerri, presidente do Inova HC.

A limpeza hospitalar por robôs foi introduzida no hospital e o centro está desenvolvendo um laboratório de robótica.

Eles trabalham com monitoramento à distância, principalmente com pacientes de UTI, de modo que possam ser controlados com segurança, evitando que os profissionais de saúde se contaminem.

Cerri diz, ainda, que se aumentou a atividade de telessaúde, “que vai continuar sendo ampliada para acompanhar os pacientes após o fim da pandemia”.



Este texto foi publicado primeiro em http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/startup-cria-modelo-para-rastrear-novos-casos-de-covid-19-16082020

Via RSS publicado em https://vitorolig.tumblr.com/post/626656985127043072

Postagens mais visitadas deste blog

Duke Kahanamoku reflects on surfing, Olympics, and old Hawaii in 1966 interview

Duke Kahanamoku is the most influential surfer of all time and is often hailed as the father of modern surfing. There is nearly no one questioning these titles. Recently, Public Broadcasting Service (PBS) Hawaii unveiled a never-before-seen interview with the legendary surfer and Olympic swimmer. In the 1966 episode of Pau Hana Years, a seminal Hawaii television program that aired on KHET-TV (now PBS Hawaii) for 16 years, running from 1966 until 1982, Bob Barker chats with Duke Kahanamoku, then 76. The conversation drifts from royal ancestry to Olympic lanes, from Hollywood sets to a surfboard shaped by hand, tracing the outline of a life that helped define modern surfing and Hawaii's public image in the 20th century. And if you know little about the man who dreamed of getting surfing into the Olympic Games, this is a precious piece of history. A name with history, worn casually The interview starts with Kahanamoku explaining that "Duke" is not a title but his giv...

The hydrodynamics of surfboard fins

Have you ever wondered why a surfboard fin looks like that? It is a single or a set of fixed blades or keels located under a board, near the tail, often no bigger than a hand. Yet that small surface is where much of the surfboard's behavior takes place. Speed, hold, looseness, and the feeling of control all trace back to how water moves around fins. The physics of surfboard fins falls under hydrodynamics, the study of how fluids behave in motion. So, according to science, they feature a shape designed to turn flowing water into several forces. Let's take a look at what's at stake when fins and water interact. Lift and the feeling of control One of the key variables in hydrodynamic terms involving surfboard fins is lift. When a surfer leans into a turn, the board tilts and the fins meet the water at an angle. The angle is enough to create a pressure difference between the two sides of the fin. Water speeds up on one side and slows on the other. The result is a sidewa...

How paddleboarding transforms your body and mind

Adventure is on our doorstep. With so many different bodies of water available to paddleboarders, from city canals to coastal routes, we can find adventure in places much closer to home than people might initially expect. According to the Canal and River Trust, 50 percent of people in England and Wales live within just eight kilometers of a canal or river, and eight million people live less than one kilometer away. I had lived within just a few kilometers of the Leeds and Liverpool Canal for years and never really explored it before stand-up paddleboarding (SUP) came into my life . The challenge created both a new perspective and a deeper love for where I lived and the areas which I passed through. On my coast-to-coast journey, I slept in my own bed for two nights as the route passed through my then hometown of Skipton, yet I felt I was on a grand journey of discovery. We are braver, stronger, and more resilient than we think. SUP not only helps us feel more connected to our va...