A USP (Universidade de São Paulo) trabalha no desenvolvimento de uma vacina por spray nasal contra a covid-19, infecção respiratória provocada pelo novo coronavírus (SarS-Cov-2).
O método, que já foi testado em camundongos contra a hepatite B, deve passar por novos testes em animais em setembro. Ainda não há previsão para a aplicação de doses em seres humanos.
Segundo o coordenador do estudo, Marco Antonio Stephano, da FCF (Faculdade de Ciências Farmacêuticas), a expectativa é que o imunizante, elaborado por meio da inclusão de uma proteína do vírus, seja capaz de estimular a produção de anticorpos IgA secretora —presentes, por exemplo, na saliva.
A partícula criada pelo grupo de pesquisadores é composta por uma “propriedade muco adesiva”, que seria capaz de permanecer nas narinas tempo suficiente para que o imunizante seja absorvido pelo organismo e, assim, possa ativar a resposta contra a infecção.
O grupo é composto por virologistas e imunologistas do Instituto de Ciências Biomédicas, pesquisadores da Plataforma Científica Pasteur-USP, da Unicamp, especialistas em nanotecnologia do Instituto de Química da USP e, também, uma startup.
Se aprovada após todas as etapas de testes, a expectativa é que a vacina chegue ao público a um custo de aproximadamente R$ 100.
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