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Veja o que dizem as empresas aéreas após restrições de viagens do Brasil para os EUA

A American Airlines já estava com restrições de voos entre os dois países. A Azul informou que irá continuar operando mesmo com a decisão do governo. Os Estados Unidos anunciaram no domingo (24) que irão passar a barrar a entrada de pessoas vindas do Brasil por conta da pandemia de Covid-19, através de um decreto assinado pelo presidente Donald Trump. A proibição, anunciada para esta sexta (29) foi antecipada para entrar em vigor a partir desta quarta-feira. A medida suspende a entrada de estrangeiros que estiveram presentes no Brasil nos últimos 14 dias. A restrição não será aplicada a pessoas que residam nos Estados Unidos ou sejam casadas com um cidadão americano ou que tenha residência permanente no país, filhos ou irmãos de americanos ou residentes com visto permanente com menos de 21 anos também poderão entrar. Membros de tripulações de companhias aéreas ou pessoas que ingressem no país a convite do governo dos EUA também estão isentas da proibição. Mariana Aldrigui, pesquisadora na Universidade de São Paulo (USP) do setor de turismo, afirma que as restrições não impactam diretamente no setor, o problema está na forma como a imagem do país está sendo formada no combate a pandemia. “Estamos com a imagem de um povo que não soube se cuidar, isso pode nós marcar por um tempo. Não é está decisão do governo americano que irá impactar no turismo brasileiro, até porque ele tem uma duração pré determinada”. O que dizem as empresas aéreas que atuam na rota: Latam: A empresa, que entrou em recuperação judicial nos EUA, declarou que durante o mês de maio a companhia optou por reduzir as operações em 95%. Com relação às rotas domésticas, a Latam informou que no Brasil e no Chile as operações continuarão reduzidas durante maio. Nas rotas internacionais o grupo está operando em seis frequências semanais entre Santiago e Miami e três frequências entre São Paulo e Miami, respectivamente. Procurada pelo G1 a empresa informou que “acompanha o tema e seguirá as restrições que foram decretadas. A empresa destaca que possíveis alterações em sua malha serão informadas oportunamente”. A companhia oferece a opção de reembolso ou a alteração da passagem sem custo. “O bilhete é automaticamente mantido em aberto e o passageiro poderá remarcar a data do seu voo sem nenhum custo e para quando desejar”. Azul: “A Azul esclarece que, em função da medida do governo dos EUA que suspende temporariamente a entrada de brasileiros no país, iria operar um voo extra para Fort Lauderdale nesta quinta (28). No entanto, com a antecipação da decisão da Casa Branca para às 23h59 de hoje [terça], a companhia cancelou sua operação adicional. A Azul ressalta ainda que já está em contato com os clientes impactados para providenciar a reacomodação deles.” American Airlines: A empresa segue atualizando comunicados informando que está se readequando as decisões do governo. Voos de Dallas para São Paulo estão suspensos desde 19 de março até 3 de junho. Viagens de Los Angeles para São Paulo ficam interrompidas desde 19 de março até 24 de outubro. Para clientes com viagens reservadas até 30 de setembro de 2020 estão sendo dispensadas as taxas de alteração. A viagem pode ser realizada até 31 de dezembro de 2021. Passagens compradas de 1º de março a 31 de maio de 2020 também estão com isenção de taxa de alteração. United Airlines: A companhia informa que está seguindo as restrições de viagens do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e que no momento existem várias dispensas de viagens em vigor. Os clientes afetados tem até o dia 31 de maio para alterar ou cancelar qualquer viagem reservada até o final de 2020 sem taxas.

Este artigo G1 > Turismo e Viagem foi publicado em https://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2020/05/26/veja-o-que-dizem-as-empresas-aereas-apos-restricoes-de-viagens-do-brasil-para-os-eua.ghtml



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