Pular para o conteúdo principal

Fintechs mostram inovação e agilidade para o setor financeiro

Até 2025, o mundo poderá ter mais de 4 mil facilitadoras de pagamentos
Até 2025, o mundo poderá ter mais de 4 mil facilitadoras de pagamentos Pixabay

O uso do meio digital para transações já é uma realidade, mas empresas financeiras totalmente digitais facilitam pagamentos, concedem empréstimos, entres outros serviços. As Fintechs (facilitadoras de pagamentos) devem se consolidar no cenário de isolamento do combate ao coronavírus.

Um dos setores que mais podem propesperar durante a pandemia é o das fintechs, que significa a junção dos termos financial e technology (finança e tecnologia). São empresas que nasceram no meio digital e têm como objetivo facilitar a vida dos consumidores e empresários.

Apesar do nome não ser muito conhecido, um estudo chamado “Análise de oportunidade global dos facilitadores de pagamentos e previsão do setor, para o período de 2018-2025” afirma que o mundo irá atingir a marca de mais de 4.200 empresas neste modelo.

A pesquisa feita pela Infinicept e o AZ Payments Group estima que o setor deve movimentar US$ 15 bilhões (R$ 84 bilhões aproximadamente) até 2025. Uma das empresas pioneiras deste setor é o Paypal, mas outras nasceram como a PagSeguro e começaram a brigar pelo mercado, bem como bancos exclusivamente digitais Nubank, Digimais.

Com isso, os bancos tradicionais precisaram correr para oferecer seus serviços de forma digital e competir neste mercado. De acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a inovação nos modelos de negócios das corporações e a liderança digital no mercado é hoje um dos principais desafios para os maiores bancos brasileiros.

Para vencer este “atraso” nos meios digitais, grandes bancos começam a fazer parcerias com fintechs e, até mesmo, a fundir com este novo modelo de negócio, que tem a agilidade em solucionar os problemas de forma segura como principal vantagem.

Fintechs no Brasil

A 8ª edição do Radar Fintechlab revelou que o volume de fintechs e iniciativas de eficiência financeira em atuação no Brasil saltou de 453 empresas em agosto de 2018 para 604 no início de junho de 2019. A evolução representa um crescimento de 33%, que significa uma ampliação de dez pontos percentuais na velocidade de crescimento em relação aos números registrados na versão anterior.

Inovação é a marca das fintechs e elas podem ajudar em questões que pareciam engessadas, como facilidades no pagamento de tributos ou boletos. Para Diogo Cuoco, CEO e fundador da Taki Pagamentos, foi justamente a paixão pela tecnologia e a busca por facilitar a vida das pessoas que impulsionaram a abertura da empresa.   

“A Taki nasceu com um propósito de quebrar paradigmas e disruptar mercados engessados, onde há pouca inovação. Sempre buscamos entender quais são os reais problemas das pessoas e de que maneira poderíamos resolver”, reforça.

A fintech de Cuoco atua justamente facilitando pagamentos que nem sempre podem ser parcelados. “Todo mundo gosta de flexibilidade o prazo para pagamento, mas nem sempre é possível em casos como serviço governamentais, tributos e boletos bancários”, aponta.

Mercado de consignados

Gustavo Gorenstein, cofundador da empresa bxblue, conta que os empréstimos consignados não eram oferecidos no mundo digital. “Os fundadores, vindos de startups anteriores, olharam para esse mercado e ficaram curiosos em saber por que as operações do maior e mais barato empréstimo, em termos de taxa mensal do Brasil, aconteciam totalmente offline”, destaca.

Gorenstein conta que os bancos que já ofereciam um “ótimo produto”. Por outro lado, existia uma demanda crescente dos clientes que buscavam essa opção de crédito. “Mas, entre eles, ainda havia uma cadeia complexa, com vários atores, fraudes e muita ineficiência. Foi assim que decidiram investir em reduzir a ineficiência e aumentar a transparência neste mercado”, aponta.

A empresa é um marketplace de empréstimo consignado para aproximar bancos e tomadores de crédito. “Para os bancos, a solução se apresenta como uma ponte para o consignado digital. E, para os clientes, representa liberdade de comparação e escolha ao dar a possibilidade de contratar com comodidade e transparência”, finaliza.

Crédito imobiliário

O modelo de negócio das fintechs ainda pode crescer, mas sempre dentro da lógica de facilitar a vida do consumidor e diminuir burocracias. Gaspar Motta, diretor comercial da Best, explica que normalmente para conseguir um crédito imobiliário as pessoas precisavam ir pessoalmente a uma agência bancária munidas de inúmeros documentos. 

“Este tipo de crédito não está disponível dentro do internet bank da maior parte dos bancos, fica limitado no horário de funcionamento da agência, fica difícil envio de documentos (muitas vezes físicos), depende do retorno do gerente. Começa um ciclo burocrático e em alguns casos chega a desistir do crédito para contratar uma modalidade mais cara, porém menos burocrática”, analisa.

Por fim, Motta afirma que a empresa acaba entregando uma experiência diferente da tradicional envolvida neste tipo de crédito: “papeladas intermináveis e deslocamento a agências ou correspondentes tradicionais”. 



Este texto foi publicado primeiro em http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/fintechs-mostram-inovacao-e-agilidade-para-o-setor-financeiro-03052020

Via RSS publicado em https://vitorolig.tumblr.com/post/617121549593542656

Postagens mais visitadas deste blog

Duke Kahanamoku reflects on surfing, Olympics, and old Hawaii in 1966 interview

Duke Kahanamoku is the most influential surfer of all time and is often hailed as the father of modern surfing. There is nearly no one questioning these titles. Recently, Public Broadcasting Service (PBS) Hawaii unveiled a never-before-seen interview with the legendary surfer and Olympic swimmer. In the 1966 episode of Pau Hana Years, a seminal Hawaii television program that aired on KHET-TV (now PBS Hawaii) for 16 years, running from 1966 until 1982, Bob Barker chats with Duke Kahanamoku, then 76. The conversation drifts from royal ancestry to Olympic lanes, from Hollywood sets to a surfboard shaped by hand, tracing the outline of a life that helped define modern surfing and Hawaii's public image in the 20th century. And if you know little about the man who dreamed of getting surfing into the Olympic Games, this is a precious piece of history. A name with history, worn casually The interview starts with Kahanamoku explaining that "Duke" is not a title but his giv...

The hydrodynamics of surfboard fins

Have you ever wondered why a surfboard fin looks like that? It is a single or a set of fixed blades or keels located under a board, near the tail, often no bigger than a hand. Yet that small surface is where much of the surfboard's behavior takes place. Speed, hold, looseness, and the feeling of control all trace back to how water moves around fins. The physics of surfboard fins falls under hydrodynamics, the study of how fluids behave in motion. So, according to science, they feature a shape designed to turn flowing water into several forces. Let's take a look at what's at stake when fins and water interact. Lift and the feeling of control One of the key variables in hydrodynamic terms involving surfboard fins is lift. When a surfer leans into a turn, the board tilts and the fins meet the water at an angle. The angle is enough to create a pressure difference between the two sides of the fin. Water speeds up on one side and slows on the other. The result is a sidewa...

How paddleboarding transforms your body and mind

Adventure is on our doorstep. With so many different bodies of water available to paddleboarders, from city canals to coastal routes, we can find adventure in places much closer to home than people might initially expect. According to the Canal and River Trust, 50 percent of people in England and Wales live within just eight kilometers of a canal or river, and eight million people live less than one kilometer away. I had lived within just a few kilometers of the Leeds and Liverpool Canal for years and never really explored it before stand-up paddleboarding (SUP) came into my life . The challenge created both a new perspective and a deeper love for where I lived and the areas which I passed through. On my coast-to-coast journey, I slept in my own bed for two nights as the route passed through my then hometown of Skipton, yet I felt I was on a grand journey of discovery. We are braver, stronger, and more resilient than we think. SUP not only helps us feel more connected to our va...